Mercado do café: do grão de ouro panamenho ao franchising sem royalties e redirecionamento por tarifas

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O café mais caro do mundo, produzido no Panamá, chegou a Dubai, com uma xícara custando 980 dólares no Julith Coffee.


O estabelecimento adquiriu 20 kg dos grãos "Nido 7 Geisha" por 604 mil dólares em um leilão no Panamá, após uma disputa com 549 lances, principalmente de empresas asiáticas.


Os grãos, da Hacienda La Esmeralda, obtiveram pontuação recorde de 98/100 no concurso "Best of Panama". A cafeteria planeja servir cerca de 400 xícaras da bebida, que apresenta sabores florais e frutados.


Enquanto isso, no Brasil, a rede Go Coffee revoluciona o franchising com um modelo que elimina o pagamento de royalties.

 

Fundada em Curitiba em 2017, a empresa projetou um faturamento de R$ 100 milhões para 2025 e já conta com 550 unidades. O modelo é baseado na produção própria de insumos, como xaropes e doces, o que reduz custos e garante padronização.


O investimento inicial para uma franquia parte de R$ 180 mil, com foco na expansão nacional.


Paralelamente, o setor de café enfrenta desafios geopolíticos. Uma importadora dos EUA, a Lucatelli Coffee, redirecionou um carregamento de café brasileiro no valor de US$ 720 mil para o Canadá para escapar da tarifa de 50% imposta pelo governo Trump.


O café foi armazenado na Flórida, onde pode ficar temporariamente sem taxação. O dono da empresa, Steven Walter Thomas, afirmou que o custo extra do transporte para o Canadá é compensado pela isenção da tarifa, ilustrando os impactos da medida sobre as cadeias de fornecimento.


O café brasileiro responde por um terço do mercado dos EUA, maior consumidor mundial da bebida.

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